sábado, 10 de agosto de 2019

Mamã, este é que é o frigorífico?

Estávamos a subir as escadas e cruzamo-nos com o vizinho (Nuno, por sinal).
- É este o frigorífico, mãe?
...
...
...
- Nuno, este chama-se Nuno. O Frederico é o pai do bebé!
...
. .

sexta-feira, 9 de agosto de 2019

Mamã, diz-me contas

- Trezentos mais quarenta mais dois ...
- 342

- cem mais cem mais trinta mais 8
- 238

- quatro cinco seis
- quatrocentos e cinquenta e seis

-mil mais mil mais mil mais trezentos mais quatro
- 3304
...
E por aqui continuamos!

quinta-feira, 8 de agosto de 2019

os números, sempre os números!


- Mamã, um hotel de 5 estrelas é bom não é?
E um de 1, não íamos gostar, pois não?
- Um de zero ainda pior! -  diz  a irmã ali ao lado.
- E se fosse de menos 1? E menos 3? E menos mil? Era mesmo muito mau!

4 anos, tem este miúdo! 4 singelos anos.
Números inteiros, e respetiva ordenação, são lecionados no 6.º ano!
Não, não é cedo de mais. Olhando para o espécime lá atrás na cadeirinha do carro pode ser considerado tarde demais.

E sim, acho mais que natural que eles apreendam estes conceitos intuitiva e naturalmente. Assim como deviam ser apreendidos todos os outros. De forma natural e normal.
E com ele aqui ao lado percebo que é mais do que possível. Tal como com a irmã...
E não, não acho que sejam sobredotados ou especiais. São apenas crianças que ainda mantêm os olhos brilhantes! 

E é isso que lhes desejo. Que mantenham os olhos sempre brilhantes. E que mexam pés e pernas mãos e braços no sentido de os tornar reais (aos sonhos).


quinta-feira, 9 de maio de 2019

and once again, os números…


Mamã, sabes quantos ossos tem a cabeça? 22
Mamã, sabes quantos ossos têm os pés? 26
Mamã, sabes quantos ossos tem o corpo humano? 206
Mamã, sabes quantos ossos..


os números, sempre os números


- Mamã, "antigamente" era que números?
[what?... cricri cricri…]
                - Se for o antigamente dos dinossauros, era há muito milhões de anos. Se for quando os homens apareceram, já é mais perto. Ou quando existiam reis em Portugal, há uns 800 anos. Quando a mãe era pequenina, só foi há 30 (😝) ou o pai há 40, a avô ção há 60, a avô mimi, há 80….
[será que era isto? Será que cola?]
                 -  e a avô gustinha, mamã?
     - há 100 anos.
     - ok! Obrigada!

E ficamos por aqui... a conversa foi esta, vinda do nadam descontextualizada. 
Ponto 1 - adoro quando os percebo e lhes respondo às questões sem que eles as verbalizem na totalidade.
Ponto 2 - adorei que ele me perguntasse pela minha avô Gustinha, que como era óbvio estava a faltar no meu discurso.
Ponto 3 - os números, sempre os números!

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

a treinar autonomia

já é o segundo dia que a pipoca mais velha vai sozinha a pé para a escola!
<3 <3
aos pouquinhos, com pequenas ações...

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

tenho uma menina crescida em casa

- mamã, sabes?, Ontem chorei mas não me estava a doer nada. Chorei apenas porque vi muita gente a olhar para mim com ar de preocupados!
e assim, vejo a minha pequena a verbalizar isto tudo! a perceber o que sentiu, porquê o sentiu e a conseguir exprimir-se.
estamos no bom caminho!

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

estás cansada, I*?

não, claro que não!
então.....

estava eu a falar de forma escrita com um colega de trabalho quando lá pelo meio da conversa, no início de uma frase se passou isto na minha cabeça numa questão 1 nano-micro-ultra-mega-segundo:
olha, tenho de escrever "hoje"! vou simplificar e escrevo sem o h, já que não se lê e não!, como os espanhóis! não, esquece, é melhor não poupar nas letras....

e lá escrevo eu o "hoje" corretamente.
e é isto, caros senhores, é isto!

quarta-feira, 20 de junho de 2018

sou só eu?

que enfio a cabeça na areia e não consigo ouvir sons, ver vídeos, ver fotografias de crianças separadas e a berrarem pelos pais?
mesmo sabendo que as coisas não deixam de acontecer só porque eu não as vejo ou não as ouço.
mesmo querendo fazer parte de toda e qualquer manifestação que apareça por aqui.
não consigo.
é mau de mais!
sou só eu?
que olho para os meus filhos e fico com o coração na mão a pensar no mundo estúpido que lhes estou a deixar?
sou só eu?...

terça-feira, 15 de maio de 2018

#portowhatatown (oh mãe #magui)

- mamã, não estamos na cidade?
- sim, estamos, porquê?
- é que ali diz cidade.
- sim, diz "parque da cidade"
- ah! sempre achei que dizia "Porto, que cidade!"

quarta-feira, 9 de maio de 2018

das conversas no carro

- mamã, sabes como é o quarenta e um?
- não, mi, como é?
- um xero, um quatro e um um.
- boa! como sabes? [será que me pegou ou descobrimos de onde vem o "como sabes?"]
- xabendo! eu xei!
- muito bem! e o cinquenta e um?
- como é o xinquenta? [carais, puto esperto!]
- é um cinco e um zero.
- ah! xero, um, xinco.  [ordem não está perfeitamente correta, mas para já, serve!]
- boa! e o cinquenta e três?
- xinco três! [este acertou!]
- e o setenta e três?
- xete três!

O meu trabalho está feito! ;)

- e mais, mamã? pergunta mais!

menor que três menor que três menor que três!


terça-feira, 8 de maio de 2018

às avós

(isto aplica-se a qualquer outra pessoa que nos é querida!)
deviam ser eternas.

já não me atrevo a arredondar

7 e meio dá 8!
7 e meio dá 8!
7 e meio dá 8!
aquela história do tempo passar a correr sente-se mais nestes dias.
que já tenho uma menina crescida em casa, cada vez mais crescida e grande, cada vez com mais piada e a fazer cada vez mais companhia, já não é novidade há muito tempo.
mas acho que não quero que o tempo pare, porque sei que te vais tornar um ser humano crescido especial, num daqueles seres humanos que mudam o mundo. os teus olhos são prova disso.
7 e meio dá 8!
7 e meio dá 8!
7 e meio dá 8!
parabéns meu amor querido!

quinta-feira, 26 de abril de 2018

vim agora ser chata para aqui...





porque do outro lado já ninguém me atura, acho!

preciso de voltar à festa, sim?

foi tão bom!

limpeza de alma

as pessoas criam situações....

e há pessoas que criam obras primas e as partilham! ;) o foco é nesses!

sexta-feira, 2 de março de 2018

domingo, 11 de fevereiro de 2018

ines 1 - xxx episódio this is us, ou de como a vida por vezes custa mais

era aquele episódio de chorar baba e ranho.
lareira preparada, maltesers aqui ao lado, lenços prontos para serem usados.
vi o episódio todo sem verter uma lágrima.
o episódio foi bonito, sim. mas pá, esta semana já verti as lágrimas que havia para verter pela perda de um pai-tio-emprestado. um homem forte e real, com uma vida real e um amor daqueles real. hoje, shonda do this is us, não me apanhaste!
:* nova estrela que por aqui paira e que vai continuar a tomar conta de muitos!

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

só contigo, I*, mas pões-te a jeito


subia de carro uma rua comprida, fria e bem inclinada hoje de manhã.
estava frio.
lá de dentro do meu carro, vi vona de costas (sim, tinha umas meias que não pareciam dela!) a subir a rua, provavelmente cansada e com frio.
para o carro. apito.
olho para o lado e… não era a vona, era uma senhora que não conhecia e que não era a vona.
a senhora entra no meu carro, fecha a porta, põe o cinto e pergunta-me: dá-me boleia para o hospital?
claro que sim! então não?!

conclusão: BA feita! a um desconhecido, e sem contar, conta mais, não conta, BP?

sim, a senhora entrou no meu carro. e sim, dei-lhe boleia.
(estou viva para contar a história)

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

hoje fazia anos uma forte mulher

(sou tão boa a gerir posts... :|)
(com que data é que isto ficou?)
quantos seriam? tenho de confirmar!
essa mulher teve 13 filhos (2 já não estão vivos, nunca os conheci!), uma catrafada de netos e imeeeeeeeensos bisnetos - ainda os vai tendo, mesmo que não os conheça.
a minha super avozinha viveu noutros tempos numa outra época! educou 2 homens, 9 mulheres com a ajuda de um batalhão, de uma aldeia inteira.
guardo a imagem dela, a presença dela, o cheiro da casa dela que ainda é o da da minha mãe, aquela cara toda a sorrir como só ela.
fazia quantos pratos diferentes fossem necessários para que todos os filhos comessem o que gostassem - provavelmente não sempre ;) mas sempre que possível! quero guardar isso em mim, quero continuar a fazê-lo sempre que possível!
mandou filhos e filhas estudarem para Bragança, para o Porto...
ficava com uma carrada de netos durante as férias!
tinha a força de vontade de uma transmontana de gema!
os bernardos são gente chegada, dada. gente que gosta de conviver e de falar. adoramos os nossos encontros.
acho que lhos devemos, não é?
enquanto escrevo este texto vou me apercebendo de coisas...
os bernardos, ou melhor as bernardAs, são uma sociedade matriarcal. são as mulheres que ditam. somos todas um pouco bossy (na realidade temos sempre razão e apenas queremos aos outros que assim o é!). respeitadoras, sim!, sem sombra de dúvida, mas eles já sabem quem tem razão. somos mulheres fortes.
as nossas conversas bernardas e à bernardo são dificilmente percebidas por novos elementos do clã, mas isso também é propositado, dessa forma, unem-se.
e vá, somos unidos, somos um clã forte!
acho que lho devemos!
pensando bem, acho que devo agradecer por me considerar uma mulher forte!
tenho também de lhe agradecer por ter as primas irmãs que tenho! e os loucos dos primos também!
:* de parabéns!