domingo, 11 de fevereiro de 2018

ines 1 - xxx episódio this is us, ou de como a vida por vezes custa mais

era aquele episódio de chorar baba e ranho.
lareira preparada, maltesers aqui ao lado, lenços prontos para serem usados.
vi o episódio todo sem verter uma lágrima.
o episódio foi bonito, sim. mas pá, esta semana já verti as lágrimas que havia para verter pela perda de um pai-tio-emprestado. um homem forte e real, com uma vida real e um amor daqueles real. hoje, shonda do this is us, não me apanhaste!
:* nova estrela que por aqui paira e que vai continuar a tomar conta de muitos!

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

só contigo, I*, mas pões-te a jeito


subia de carro uma rua comprida, fria e bem inclinada hoje de manhã.
estava frio.
lá de dentro do meu carro, vi vona de costas (sim, tinha umas meias que não pareciam dela!) a subir a rua, provavelmente cansada e com frio.
para o carro. apito.
olho para o lado e… não era a vona, era uma senhora que não conhecia e que não era a vona.
a senhora entra no meu carro, fecha a porta, põe o cinto e pergunta-me: dá-me boleia para o hospital?
claro que sim! então não?!

conclusão: BA feita! a um desconhecido, e sem contar, conta mais, não conta, BP?

sim, a senhora entrou no meu carro. e sim, dei-lhe boleia.
(estou viva para contar a história)

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

hoje fazia anos uma forte mulher

(sou tão boa a gerir posts... :|)
(com que data é que isto ficou?)
quantos seriam? tenho de confirmar!
essa mulher teve 13 filhos (2 já não estão vivos, nunca os conheci!), uma catrafada de netos e imeeeeeeeensos bisnetos - ainda os vai tendo, mesmo que não os conheça.
a minha super avozinha viveu noutros tempos numa outra época! educou 2 homens, 9 mulheres com a ajuda de um batalhão, de uma aldeia inteira.
guardo a imagem dela, a presença dela, o cheiro da casa dela que ainda é o da da minha mãe, aquela cara toda a sorrir como só ela.
fazia quantos pratos diferentes fossem necessários para que todos os filhos comessem o que gostassem - provavelmente não sempre ;) mas sempre que possível! quero guardar isso em mim, quero continuar a fazê-lo sempre que possível!
mandou filhos e filhas estudarem para Bragança, para o Porto...
ficava com uma carrada de netos durante as férias!
tinha a força de vontade de uma transmontana de gema!
os bernardos são gente chegada, dada. gente que gosta de conviver e de falar. adoramos os nossos encontros.
acho que lhos devemos, não é?
enquanto escrevo este texto vou me apercebendo de coisas...
os bernardos, ou melhor as bernardAs, são uma sociedade matriarcal. são as mulheres que ditam. somos todas um pouco bossy (na realidade temos sempre razão e apenas queremos aos outros que assim o é!). respeitadoras, sim!, sem sombra de dúvida, mas eles já sabem quem tem razão. somos mulheres fortes.
as nossas conversas bernardas e à bernardo são dificilmente percebidas por novos elementos do clã, mas isso também é propositado, dessa forma, unem-se.
e vá, somos unidos, somos um clã forte!
acho que lho devemos!
pensando bem, acho que devo agradecer por me considerar uma mulher forte!
tenho também de lhe agradecer por ter as primas irmãs que tenho! e os loucos dos primos também!
:* de parabéns!

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

ao mais forte dos homens!

naquela semana tivemos muitas notícias. umas atrás das outras, e todas muito más!
umas resolveram-se, arrumaram-se.
por causa de outras lutamos com força! fomos à guerra com tudo o que tínhamos em mãos. e ganhamos! não podia ser de outro modo.
outras fizeram com que a vida ganhasse outro rumo, perderam-se ligações, mas fizemo-nos ao caminho e abrimos novas estradas!
uma delas foi permanecendo, sempre presente, numa luta desigual! por cada passo que foi sendo dado, retrocederam-se muitos e ela (a doença) está a ganhar. a imagem que tenho tua, tio-família-emprestada é do mais forte dos homens sempre a lutar pelos seus! é da tua alegria, do teu riso, da tua energia, e, vá, também dos teus ralhetes!
custa tanto saber-te assim!
a tua força tornou o mundo dos teus melhor. mostraste que era possível construir pontes, erguer castelos! como é difícil conseguir erguer os que tu agora precisas!
um beijo enorme, por aqui, para tentar chegar a todos os canais!

das coerências das coisas...

... e da insessante busca por elas:
- mamã, se uns levam uma águia, os outros deviam levar um leão!